MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM ACOLHE EXPOSIÇÃO COM 127 OBRAS DE 80 ARTISTAS
A exposição está disponível em permanência a partir de 25 fevereiro, no Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB). A mostra exibe 127 obras de 80 artistas de todo o mundo distribuídas por três eixos, que observam a arte contemporânea através de diferentes ângulos. Com a curadoria de Nuria Enguita, Marta Mestre e Raphael Fonseca, a mostra “May I Help You? Posso Ajudar” convida os visitantes a percorrer a produção artística da década de 1970 até à atualidade. Esta exposição propõe uma reflexão profunda sobre o papel das instituições e a natureza da arte em tempos de crise.
A exposição «May I Help You? Posso Ajudar» foi inaugurada esta quarta-feira, 25 de fevereiro, no Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB). Com a curadoria de Nuria Enguita, Marta Mestre e Raphael Fonseca, a mostra “revisita a produção artística da década de 1970 até à atualidade e propõe uma reflexão profunda sobre o papel das instituições e a natureza da arte em tempos de crise”, destaca a organização.
A questão quotidiana «Posso ajudar?» foi usada pela artista Andrea Fraser, em 1991, em Nova Iorque, numa performance que abordava as complexas relações institucionais no mundo da arte.
“A pergunta dirige também um questionamento ao próprio museu: que tipo de ajuda é realmente oferecida e que tipo de conexão ainda é possível esperar numa era de crescente fragmentação, dissonância e impermanência?”, lê-se na folha de sala da exposição.
Esta mostra assume como ponto de partida cinco décadas de produção artística, da década de 1970 em diante, e inclui obras de vários artistas, por exemplo, Ad Minoliti (no hall do museu), Alberto Carneiro, Carla Filipe, Doris Salcedo, Helena Almeida, Gabriel Abrantes, Gilbert & George, Jeff Koons, Júlia Ventura, Kara Walker e Richard Serra, entre muitos outros. As obras pertencem às coleções em depósito no MAC/CCB (Berardo, Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Holma/ Ellipse e Teixeira de Freitas), contando também com novas encomendas a artistas portugueses.
Recorde-se que o objetivo da artista norte-americana de 61 anos, atualmente professora no Departamento de Arte da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), era revelar como “a classe social molda a nossa relação com a arte”, através de uma performance que encerra uma crítica ao mundo artístico.
A exposição integra peças das coleções Berardo, Ellipse e Teixeira de Freitas, além de obras de empréstimos de instituições como a Fundação de Serralves e o MACBA de Barcelona. Pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10 às 18h30 (última entrada às 18 horas).




Fotografias: DR / MAC/CCB